O Grupo Internacional de Contacto para a Somália reùne--se hoje, em Nairobi, para analisar o possível envio de uma força internacional.
Esta avaliação, com a perspectiva de uma missão internacional (com forças africanas ou de origem árabe, envolvendo uma participação europeia), ocorre num momento de grande instabilidade. O ministro do Interior da Somália, Hussein Aideed, referiu que há ainda 3500 combatentes islamitas escondidos na capital e nas áreas circundantes, sendo possível que "tentem desestabilizar a segurança do país". Esta apreciação contrasta com a do primeiro-ministro Ali Mohammed Ghedi, para quem a parte dos combates estava ultrapassada, depois da intervenção militar da Etiópia.
Embora as forças dos Tribunais Islâmicos pareçam desbaratadas, permanece o receio de que a retirada tenha sido, apenas, táctica.
O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, deixou evidente a vontade de retirar as suas tropas o mais depressa possível. Por isso, defende o envio, sem demora, de uma força internacional de manutenção de paz para evitar qualquer vazio de poder na Somália que possa facilitar o regresso à violència.
Para o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, o objectivo mais importante "è, agora, estabilizar a situação". O presidente do Uganda, Yoweri Museveni, foi à capital da Etiópia, debater a participação numa força internacional. Museveni já se ofereceu para enviar mil efectivos para uma força de paz regional de oito mil elementos, com o patrocínio da União Africana. A secretária de Estado adjunta dos EUA para ÃÂfrica, Jendayi Frazer, tambèm foi a Adis Abeba.
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